Porra, é foda quando você acorda e simplesmente percebe que está fazendo a mesma merda de sempre. Chega, né?
Minha teoria de relacionamentos até ontem era a seguinte; Se um coração foi partido em pedaços, cabe uma paixão em cada caco! Vivi muito bem, mas só até ontem. Ontem eu descobri que estava errado sobre minha forma de fazer as coisas. Infelizmente precisou de uma grande coleção de lágrimas para me dar um enorme banho de água fria! Por isso meu coração vivia congestionado de emoções, confuso com ele mesmo e tão a flor da pele. Descobri que o hino da minha vida nunca foi uma música, sempre foi um ruído. Estilo de vida carnaval, compromisso com todas, chega disso! Era surdo e seu assobio curou-me a audição e me fez escutar o que eu neguei toda minha vida. Era cego, não via todo sofrimento que estava causando. Bom, agora eu acordei e vi a luz. Não enxergo direito, ainda é um borrão. Meus olhos se acostumaram tanto com o escuro e derepente toda essa luz. Preciso de um tempo pra dissernir toda essa informação.
Olha, isso é mais um pedido de perdão do que um simples frase ou desabafo: Minha sinceridade não é analgésico pra ninguém e essa era a única mentira que falava, mas essa eu contava para mim mesmo todos os dias!
Foda-se os maias e o calendário ridículo deles! Foda-se a arara-azul raríssima que não quer transar pra salvar sua própria espécie! Foda-se toda essa minha teoria sobre minhas paixões. Foda-se sua timidez falsa, seu apelo desonesto e meus palavrões. Foda-se!
sábado, 14 de janeiro de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
hi, kid.
É que eu sou um menino ainda. Olho pro céu e vejo desenhos, olho pro mar e sinto saudades. Uso boné pra trás e escolho minha escova de dentes pela cor. Atravesso a rua de mãos dadas, arrisco uma piada no momento errado e sempre me imagino andando em 'L' quando vejo calçadas quadriculadas, igual o cavalo no xadrez. Síndrome do 'Peter Pan', medo de crescer. Medo de saber que de todas as drogas o amor é o mais ilícito pra mim. Medo de reconhecer que estou de saco cheio de furar meus pés em cacos de corações que eu mesmo parti! Prefiro continuar cantarolando minha música predileta no banheiro, ler um bom livro no metrô e jogar vídeo-game na casa de um amigo. Prefiro aceitar que não sei quem sou e ter a certeza de saber quem não quero ser. Pois sou um iceberg e só consigo enxergar uma pequena parte de mim.
domingo, 13 de novembro de 2011
if i could spend the rest of my life with my people . . ♪
E basta eu passar uma tarde com alguns de vocês e já percebo que o pesar e a tristeza não passa de uma invenção, assim como a escuridão. Este existe apenas porque há a ausência do seu antônimo, do seu oposto. Minha retina percebeu o brilho do mundo lá fora, do verde da grama, do azul do céu. Meu tímpano ouviu suas piadas sem graça, suas vozes desafinadas, suas gargalhadas sem fim... Hoje escutei o amor sorrindo para todas as coisas. Meu coração está tão congestionado e vocês chegam assim do nada, sem pedir licença, apenas chegam e pronto! Meu coração é uma bomba que vocês desarmam com um simples abraço. Quero que vocês, meu amigos, saibam que meu amor é filantrópico. Meu amor ama sem pedir retorno ou qualquer tipo de recompensa, assim como a água rega o broto sem lhe pedir os frutos, assim como o ar alimenta nossos pulmões e nos alivia do calor e não pede sequer algum sinal de afeto, um abraço, um carinho, um olhar, assim como deve ser. Quando vi já era noite, era como se o tempo passasse tão rápido, foi como se o ponteiro dos minutos apostasse corrida com o das horas e andava mais depressa a cada ultrapassada, pronto para um recomeço de trajeto mais eufórico ainda. Mas na próxima tarde irei enganar aquele que põe rugas em nossas faces, vou tirar toda a areia dessa ampulheta até não sobrar nenhum grão, vou parar o tempo, vou eternizar o momento, vou preencher o calendário apenas com tardes de domingo, assim eu vou ter todo o tempo do mundo com vocês, meus queridos filhos da puta, minhas melhores terapias, meus amigos.
i'll be there for you . . ♪
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
mudaram as estações, nada mudou . .
Inverno é sinônimo de células rodriguianas bobas e românticas. No frio é comum eu pensar diferente, agir diferente, te beijar diferente. Talvez o medo dessa chama se apagar seja tanto que te faço a pessoa mais feliz do mundo, não apenas, mas exclusivamente nessa estação do ano. Passear meu dedo indicador sobre a auréola do seu mamilo te faz sorrir, é assistindo seus olhos se puxarem e se fecharem, seus dentes saindo do casulo e escutar a música que é ouvir você sorrir, que tenho certeza que faço meu trabalho super bem feito.
Estava quente quando fizemos amor, ali mesmo na sala da sua casa. Era verão e eu pude perceber que o suco de suor do seu corpo é mais saudável que qualquer elixir da vida, que todo banho de mar, que toda fonte da juventude, pois quando estou com você, me sinto forte, em paz e que não vou envelhecer nunca.
Folhas de outono, assim é o nosso sobrenome. Agora vejo seu tronco, seu caule, agora sou capaz de ver você nos gravetos, no topo da árvore. Folhas vão e voltam, é a natureza ensinando metaforicamente sobre o amor, usando a flora. Felicidade é saber que quando eu estou me reaproximando de você, vejo nascer, com muita pressa, um riso, cheio de caninos, no canto da sua boca. É o amor se rebaixando a paixão só para poder se reflorescer.
E foi em uma específica estação do ano que percebi que estava apaixonado por você, percebi que o perfume nas flores de seu vestido cheiravam mais lindo que toda a primavera.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Mar e Céu . .
E eu continuo querendo percorrer o caminho sem volta. Enquanto meu instinto persiste em sobrevoar o azul do chão, meu bom senso diz que estou sem asas. Enquanto meu id aponta onde quero ir, meu superego me policia e alerta sobre uma ilha que com certeza não existe mais. Minha bússola se quebrou no meio da jornada, me perdi nos meus próprios atalhos. Teu farol se apagou para mim, já não posso mais voltar para casa. Meu fôlego não resistiu, já não posso visitar novos lares. Meu remo se partiu em dois, só me resta rezar. Eu, que já naveguei os sete-mares com meu navio pirata, agora, em plena tempestade, só queria descansar em águas mansas com meu barco de papel de bandeira branca e ancorá-lo em algum vilareijo singelo e aconchegante. Sossego! Rezei e não me veio socorro. Afundei, me afoguei, sorri de baixo d'água. Então forças inventaram e me deram asas como as de um anjo. Dádiva dos céus, previlégio de poucos. Do fundo do mar, direto pro céu. Sou o anfíbio voador, sou o novo colorido do céu, sou uma pipa sem linha, um pássaro sem rumo, um forasteiro aéreo, um clandestino entre os trovões, sou o vento e só... Voei pra lá da ionosfera dos pensamentos e dos dogmas espirituais, além dos céus do olimpo, voei pra bem longe do seu porto. Virei falcão, virei super-herói. Mar me fez compor canções de paz, oceano me indicou o caminho do sol, águas marinhas me deram a chance de voar nessa imensidão azul, de flutuar no céu e passear entre as estrelas-cadentes, sair a toa por entre as núvens e cochilar ao lado da lua. Tão grande é o mar, infinito é o céu.
tão grande é o mar,
meu pequeno barco navegando
na imensidão, sei muito bem que vou chegar . .
nem tempestades podem impedir um coração de amar
Mas olho pro céu,
vejo uma estrela a me guiar
a mais brilhante estrela da manhã
veio pra mostrar o amor e a direção . .
[ planta & raíz ]
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